fbpx

17 Set 2019

Circuito de arte urbana – Lisboa alternativa

circuito de arte urbana em lisboa

O novo rosto de Lisboa, aquele que tanto seduz gentes de cá e de lá, passa há muito pela arte urbana, ou arte pública, como alguns artistas preferem designá-la, e onde se inclui o internacionalmente aclamado Alexandre Farto, aka Vhils, o que fica claro no sítio da plataforma Underdogs, de que é mentor e a qual dirige. A cidade tem servido de tela a céu aberto dos grandes nomes das artes interventivas em espaços públicos, tanto nacionais como estrangeiros, dando vida – outra vida – às ruas da cidade, que já entrou no roteiro mundial de arte urbana.

Este é apenas um dos inúmeros circuitos possíveis, que não esgota as obras nem cobre toda a vasta área que a cidade dedica à arte urbana. Vá com tempo e aprecie cada descoberta.

Marvila, sempre

O que aqui propomos, enquanto o tempo ainda convida à vida lá fora, é uma viagem a bordo de um Tuk On Me pela vasta galeria de obras imperdíveis que são as ruas de Lisboa. Pode começar em Marvila, por onde se expõem obras do mexicano Cix Mugre, dos portuenses Godmess e Hazel, e de dois outros talentos lusos: Kruella D’Enfer e LS. Não se vá embora sem visitar a galeria Underdogs e o seu corpo artístico, nem uma das criações de Vhils, na Rua Fábrica do Braço de Prata.

Rumo a Xabregas

Pare na Rua de Xabregas, casa do atelier de Bordalo II, e veja de uma assentada dois dos gigantes deste artista, o Macaco e o Sapo, havendo outros noutros pontos da cidade. A Raposa ‘mora’ na Avenida 24 de Julho, o Guaxinão no Centro Cultural de Belém e o Trash Puppy na Rotunda de Cabo Ruivo. O mais recente é o Lince Ibérico, no Parque das Nações.

Alfama no coração

No número 42 da Rua dos Cegos, na típica Alfama, veja uma das mais inesperadas obras de Vhils. Conhecido por ‘esculpir’ paredes, deixando-as em tijolo vivo, aqui, o suporte é a calçada portuguesa, numa eloquente homenagem a Amália Rodrigues. Travessa das Merceeiras; Avenida da Índia, 28; Rua das Gaivotas, 8; Rua Cascais, em Alcântara, e Av. Calouste Gulbenkian, são outras moradas onde pode encontrar o trabalho de Alexandre Farto. Dentro de portas, o Teatro D. Maria II, na Praça do Rossio, e o restaurante Honorato, no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, no Chiado, acolhem também o seu traço inédito.

Junto ao rio até Alcântara

Uma fachada de PichiAvo, no número 65 da Calçada de Santa Apolónia; duas obras do italiano PixelPancho, no Cais e Doca do Jardim do Tabaco – uma delas em parceria com Vhils –; uma intervenção da dupla brasileira Bicicleta Sem Freio, e um mural de Fuzi, no Armazém 65, ambos na Rua da Cintura do Porto de Lisboa, no Cais do Sodré, são outras sugestões, se preferir seguir junto ao Tejo. Não saia desta rota sem visitar o Village Underground Lisboa, na Rua 1º de Maio, e conhecer os seus contentores, com a assinatura de Akacorleone.

Um saltinho à Avenida de Berna

Pelo trajeto entre Alcântara e a Praça de Espanha vão-se expondo outros nomes. How & Nosm assinam um mural na Avenida da Índia, n.º 30, e Anthony Lister obras ao longo da Avenida de Ceuta, onde encontra uma outra intervenção, de menor porte, de Bordalo II. Na Avenida de Berna pare para apreciar e fotografar o mural da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. Assinado por um coletivo de quatro artistas, coube ao portuense Frederico Draw retratar Salgueiro Maia. Miguel Januário, dos projetos MaisMenos e KissMyWalls, Diogo Machado que assina como Add Fuel e Gonçalo Ribeiro, aka Mar, completam a autoria deste mural que celebra o 25 de Abril.

Deixe um comentário

Nome
E-mail
Website